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modelo/pattern:Ram’s Horn Jacket do livro Knitting Nature da Norah Gaughan
fio/yarn: escocesa 100% lã da Brancal
agulhas/needles: 4mm e 4,5mm
técnicas: bainha tricotada, costura falsa, short rows
notas/notes: Optei por tricotar numa só peça, utilizando, mais uma vez o método da Elizabeth Zimmermann. Mesmo sabendo que ao decidir fazer numa peça só estou a “complicar” as coisas, pois deixo de ter intruções precisas de como tricotar, penso sempre que vale a pena por não ter de coser tudo no fim. Assim sendo, só tive que coser as duas tiras da frente e a gola. E depois da dificuldade em coser a gola talvez tivesse feito melhor, em vez de a fazer em separado, apanhar as malhas à volta do decote e com short rows moldar de forma a obter o efeito desejado, o que tinha tornado tudo mais simples.
Foi a primeira vez que usei a baínha tricotada (knitted hem) numa peça de vestuário, gorros não contam, e penso que não será a última. Acho que juntamente com a gola, são as baínhas que fazem este casaco. Estou contente com o resultado final, pois veste super bem. Só fica a faltar encontrar um alfinete mais a gosto.
Acho que por uns tempos chega de casacos, ou será que não?

pattern/modelo: Jaywalker da Grumperina
fio/yarn: Colinette JitterBug – #88 marble e Katia Mississippi 3 # 312
agulhas/needles: 2,5mm
notas: As 100g (267m) não foram o suficiente para completar as meias. Penso que teria bastado fazer menos duas carreiras na perna para este problema não ter existido. A faltar 8 carreiras em cada meia não me seduzia a ideia de comprar mais uma meada. A solução passava por:
1º encontrar um fio, pois aqui no Porto fio para meias não é o que mais há;
2º depois de encontrar o fio escolher um que ficasse bem.
Pois bem, o único fio que encontrei foi o da Kátia Mississipi em algodão. O facto de juntar um fio de lã e um de algodão/acrílico ainda me fez pensar, mas como seriam apenas umas carreiras acabei por o fazer. O que fiz foi, depois de desmanchar algumas carreiras, tricotar 2 carreiras com cada fio alternadamente. Talvez ficasse menos perceptível se tivesse feito 1 carreira com cada fio, mas ainda assim acho que ficou bem. A única modificação que fiz foi, em vez do canelado , a beira em picot. Ainda que goste destas não há amor como o primeiro.

Depois de ter falhado os dois últimos encontros foi bom poder estar novamente.
Penso, nas mãos que tricotaram estes gorros e ainda que distantes das minhas, por certo lhes reconheceria os gestos repetidos vezes sem conta. O montar das malhas, o contar, o parar e pensar na cor ou no ponto que virá a seguir, o desmanchar para retomar, o rematar e o olhar para aquilo que passou a ser porque assim foi querido ou apenas porque assim que teve de ser. Penso, é melhor procurar o que nos une, ainda que sinta que o peso dos gestos, esse será muito diferente.

Wooly hats, Ladakh, originally uploaded by dancing monkey1.

é evidente que o fio não vai chegar.
O que fazer agora, é que já não o é.
Hoje encontrei no Flickr umas fotos dos quadrados que fiz para este test-along. A gisarah tem um set todo ele dedicado aos quadradinhos que foram chegando de vários pontos do globo. Como gostei resolvi mostrar.

um deles mostrei neste post
deste quadrado nem sequer tinha uma foto
Já se pode ver aqui como uma das mantas vai ficar. Gostei bastante de participar neste knit/test-along.

Não queriar acreditar quando tirei os sapatos e tornei a não querer acreditar quando as tirei da máquina de lavar.
A única coisa em que quero acreditar é que, quando as lavar à mão, vou conseguir fazer isto desaparecer.





